Síndrome de May-Thurner: o que é, sintomas e quando procurar ajuda
Você sente inchaço persistente na perna esquerda, sensação de peso, dor ou varizes que não melhoram como deveria? Muitas vezes esses sinais são tratados apenas como “problema de circulação” ou insuficiência venosa comum. Porém, em alguns casos, a causa pode ser uma condição menos conhecida chamada Síndrome de May-Thurner (também conhecida como Síndrome de Cockett ou compressão da veia ilíaca).
Essa síndrome ocorre quando a artéria ilíaca direita comprime a veia ilíaca esquerda contra a coluna vertebral, dificultando o retorno do sangue da perna esquerda para o coração. Com o tempo, essa compressão pode gerar hipertensão venosa, formação de “esporões” dentro da veia e aumentar significativamente o risco de trombose venosa profunda (TVP) no membro inferior esquerdo.
Por que a Síndrome de May-Thurner é importante?
A anatomia de compressão existe em uma parcela significativa da população (estimativas apontam algo em torno de 20-25%), mas nem todos desenvolvem sintomas. Quando a compressão se torna clinicamente relevante, ela pode se manifestar de forma sutil ou de forma aguda, com trombose.
Ela é mais frequente em mulheres jovens e de meia-idade (especialmente entre 20 e 50 anos), e fatores como gravidez, uso de anticoncepcional oral, desidratação, imobilidade prolongada ou predisposição a trombose podem desencadear ou agravar o quadro.
Principais sintomas
Os sintomas costumam afetar predominantemente a perna esquerda:
- Inchaço (edema) que piora ao longo do dia ou após longos períodos em pé ou sentado
- Sensação de peso, cansaço ou plenitude na perna
- Dor ou desconforto (às vezes descrito como “câimbra”)
- Varizes, especialmente se recidivantes ou de difícil controle
- Alterações de pele (escurecimento, ressecamento ou, em casos avançados, úlceras)
- Em situações agudas: inchaço súbito, dor intensa, calor e vermelhidão (sinais de possível trombose)
Em algumas mulheres, pode haver também dor pélvica ou varizes pélvicas associadas.
Sintomas pélvicos que podem aparecer:
- Dor ou desconforto pélvico crônico (geralmente em peso, latejamento ou dor surda)
- Piora ao ficar muito tempo em pé ou sentada
- Dor durante ou após a relação sexual (dispareunia)
- Sensação de peso no baixo ventre
- Varizes vulvares, perineais ou na parte interna da coxa
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa pela avaliação clínica detalhada. O ultrassom Doppler de membros inferiores é o exame inicial mais comum, mas nem sempre consegue visualizar bem a compressão na altura da veia ilíaca. Por isso, quando há suspeita, podem ser necessários exames complementares como:
- Angiotomografia ou angiorressonância de abdome e pelve
- Ultrassonografia intravascular (IVUS) — considerado o padrão-ouro em muitos casos
- Flebografia (em situações selecionadas)
O ideal é que a investigação seja feita por um especialista em angiologia e cirurgia vascular, que consiga correlacionar os sintomas com os achados de imagem.
Tratamento da Síndrome de May-Thurner
O tratamento depende da gravidade e da presença ou não de trombose:
- Casos leves ou assintomáticos: medidas conservadoras (meias de compressão, elevação das pernas, controle de fatores de risco e acompanhamento).
- Casos sintomáticos ou com trombose: o tratamento endovascular minimamente invasivo é o mais utilizado atualmente. Consiste em angioplastia (dilatação com balão) e colocação de stent na veia comprimida para restaurar o fluxo sanguíneo. Quando há trombo, pode ser associada a trombólise ou trombectomia mecânica.
Os resultados costumam ser bons, com alívio importante dos sintomas e redução do risco de síndrome pós-trombótica.
Quando procurar um especialista?
Procure avaliação se você tem:
- Inchaço crônico ou recorrente na perna esquerda sem explicação clara
- Varizes de difícil controle ou que voltam após tratamento
- História de trombose venosa profunda na perna esquerda (especialmente se jovem ou sem fator de risco óbvio)
- Sensação de peso e cansaço que limitam o dia a dia
O diagnóstico precoce faz diferença: evita complicações e permite um tratamento mais simples e eficaz.
Cuide da sua saúde vascular com quem entende do assunto
A Dra. Elisabeth M. Yano, angiologista e cirurgiã vascular em Moema (São Paulo), realiza avaliação completa e individualizada de problemas venosos, incluindo suspeitas de compressão ilíaca e insuficiência venosa. O foco é entender a causa dos seus sintomas e indicar o caminho mais adequado — sempre com técnica moderna, segurança e acolhimento.
Se você identifica algum dos sintomas descritos ou já tem histórico de problemas circulatórios nas pernas, não deixe para depois. Agende sua consulta e descubra o que está realmente acontecendo com a sua circulação.
Dra. Elisabeth M. Yano | Vascular em Moema | Angiologista e Cirurgiã Vascular CRM-SP 148446 | RQE 50325 / 503251 Av. Ibirapuera, 2907 – Moema, São Paulo – SP
Conteúdo de caráter informativo e educacional. O diagnóstico e a indicação de qualquer tratamento devem ser realizados exclusivamente em consulta médica presencial.
Seu bem-estar começa com o diagnóstico certo.
Perguntas frequentes - FAQ
O que é a síndrome de May-Thurner?
É a compressão da veia ilíaca esquerda pela artéria ilíaca direita contra a coluna. Isso dificulta o retorno do sangue da perna esquerda. Também é chamada de síndrome de Cockett ou compressão da veia ilíaca. A anatomia pode existir sem sintomas; vira problema quando gera inchaço, dor, varizes de difícil controle ou trombose.
Por que os sintomas costumam aparecer na perna esquerda?
Porque a veia comprimida é a ilíaca esquerda. Por isso o inchaço persistente, o peso e a trombose venosa profunda ligados a essa síndrome afetam com mais frequência o membro inferior esquerdo. Varizes que não melhoram como o esperado nesse lado pedem investigação além da “má circulação” genérica.
Qual exame confirma o diagnóstico?
O Doppler de membros inferiores é o primeiro passo, mas nem sempre mostra bem a compressão na altura da veia ilíaca. Se a suspeita permanecer, entram angiotomografia ou angiorressonância de abdome e pelve e, em casos selecionados, IVUS (padrão-ouro em muitos serviços) ou flebografia. O especialista correlaciona imagem e sintomas; o exame sozinho não fecha o caso.
May-Thurner sempre precisa de stent?
Não. Casos leves ou sem sintomas podem ficar em meia de compressão, elevação das pernas, controle de fatores de risco e acompanhamento. Quando há sintomas relevantes ou trombose, o tratamento mais usado hoje é endovascular: angioplastia e stent na veia comprimida, às vezes com trombólise ou trombectomia. A indicação sai da avaliação com a cirurgiã vascular, não de um protocolo único.


